A DIFICULDADE DE COOPERAÇÃO ENTRE OS HUMANOS



Vamos praticar? Desenvolva uma redação a partir do tema proposto. Para desenvolvê-la, primeiro, leia o artigo fonte a seguir, e, se possível, leia um pouco sobre a Série The 100 que passa na Netflix. O tema da dificuldade da cooperação humana e a difícil decisão de escolher entre o indivíduo e a coletividade é muito bem abordado ao longo de toda a série. Então, ao trabalho.


Artigo fonte: "A Impotência da Filosofia", revista Exame.

O filósofo e neurocientista Joshua Greene defende um modelo de cooperação mundial que envolva todas as sociedades. Mas seu argumento tem limitações.

Greene trouxe ao público brasileiro uma discussão central dos nosso tempos, que é também o tema de seu livro mais recente. Em poucas palavras, trata-se de encara a dificuldade da cooperação entre diferentes grupos humanos - países, por exemplo -, que não raro trazem valores e culturas muito distintos. O mundo depende de conseguirmos fazer que a humanidade inteira coopere para evitar riscos petencialmente catastróficos como desastres ambientais e guerras de destruição global.

O indivíduo humano, argumenta Greene, é razoavelmente bom na tarefa de cooperar com seus vizinhos.


Vivemos o tempo todo o dilema entre o bem individual e o bem coletivo, e sabemos que, no longo prazo, todos os indivíduos estarão melhores se forem capazes de abrir mão de alguns interesses individuais em prol da sociedade.

Quem desempenha essa tarefa para nós é a moral: todas as religiões, culturas e ideologias propõem normas de condutas que limitam em alguma medida o desejo individual e priorizam o coletivo. Generosidade, honestidade e ideologias não são meras palavras vazias: Greene mobiliza uma série de experimentos da psicologia para mostrar como os indivíduos cooperam mesmo sem esperar nada em troca. Mais do que isso: em algumas culturas, a cooperação é a resposta automática, o padrão. O pensamento individualista requer mais tempo para raciocinar.

[...]

(...) Para resolver o impasse, sugere Greene, precisamos de uma "metamoralidade", um conjunto mínimo de regras que permita resolver os conflitos morais e as situações em que nossas intuições morais - formadas pela cultura - falham.

[...]

Para nos salvar dos erros e conflitos da moral de senso comum, Greene propõe a filosofia moral do utilitarismo: devemos sempre priorizar o máximo bem-estar para o maior número de pessoas. Não cabe aqui uma discussão desta importante corrente da filosofia moral, mas sim uma crítica à abordagem geral de Greene. Em tempos nos quais a opinião pública direta, não mediada por nenhuma elite, se torna mais poderosa, ele espera que o grosso da população mundial vá se interessar e discutir teorias abstratas de filosofia moral?



FONTE: Artigo "A Impotência da filosofia", Revista Exame, 9/6/2018, por Joel Pinheiro da Fonseca. Link para ler o artigo completo: https://abr.ai/2MFclXs

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