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EXEMPLOS DE REDAÇÃO ENEM 2019

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O Cinema Popular

             O passado glorioso do Cinema Novo. Movimento nacionalista cinematográfico, faz-nos reviver uma época de prestígios nos festivais, como o de Cannes. Porém, preconceitos clássicos distanciaram a população dos cinemas, da fala de contemplação da obra de arte nos cinemas e da divergência com a realidade da classe média.

               Dados estatísticos confirmam que a maioria dos filmes vistos nos cinemas são, na maioria, filmes estrangeiros e filmes de comédia brasileira. Os diretores que trabalham para fazer obras de arte são menosprezados. O livro escrito por Walter Benjamin "A Obra de Arte Na Época da Reprodutividade" diria que a áurea da arte foi substituída pelo imediatismo. Vê-se que este fato reponde ao desprezo.

                        Se  perde a contemplação da obra de arte, resta o imediatismo dos filmes. A idealizada da realidade de riqueza e felicidade espontânea  tornam-se uma projeção da sociedade nos filmes, já diria a Psicologia. Porém, neste momento, começa a parecer qualidades desconexas com a da classe média. Cria-se os "estereótipos brasileiros" onde, na sociedade, há uma fuga. A modernidade tirou o pensamento e transformou em piadas simples. 

        Resta a civilização brasileira aprender a admirar a obra de arte dos cinemas, não de um modo coercitivo, mas de cultura. A valorização cinematográfica deve ser apoiada por empresas, por meio de isenções de impostos. Portanto, o Ministério da Educação deve incorporar na Base Nacional Curricular, desde a sexta série, o incentivo de ver o cinema nacional em suas diversas matérias, assim cria-se uma educação estética.

Rafael Novaes - Rio de Janeiro/RJ

         A indústria cinematográfica disseminou-se no Brasil no século XX, em especial, após a segunda metade. Ao estreitar a democracia do acesso ao cinema, apresenta impasses como a segregação socioespacial e a discrepância salarial.

            A princípio, a segregação socioespacial remete a assimilação do local de moradia e a classe social fazendo com que pessoas pobres residam nas periferias, com isso, áreas de lazer tais como salas de cinema são comumente construídas em centros urbanos devido ao intenso poderio econômico. Desta maneira, exclui-se a população periférica, acarretando, assim, na sua marginalização e intensificando a desigualdade social.

            Outrossim, a diferença salarial  é excludente. Segundo uma manchete publicada no site G1, a população bilionária apresentou um aumento de 12% em sua renda, entretanto, houve um decréscimo na renda da população pobre. Desta forma, classes mais baixas, devido a condições financeiras, não possuem a oportunidade de assinarem planos de filmes e séries, além da baixa frequência em espaços culturais como cinema. 

      Destarte, apenas as classes altas possuem uma maior frequência no cinema, corrompendo com a democracia de acesso ao mesmo. Diante disso, empresas como mobe cine, em parcera com o Governo, devem proporcionar uma maior igualdade entre as classes através de salas de cinemas nas periferias com custo baixos, assim, a população carente poderá ter acesso a espaços de lazer, pois, conforme Platão, "não basta apenas viver, mas viver bem".

VIVIAN MARIA PORTO- ARAGUAÍNA/TO

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