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QUANDO USAR A VÍRGULA ANTES DO “E”?

Atualizado: 19 de abr.



Evanildo Bechara, em sua Moderna Gramática Portuguesa, aborda o uso da vírgula antes da conjunção “e”. Vamos ver os casos em que ela é aplicada:


1.     Quando o sujeito da oração é diferente daquele dito anteriormente:

Usamos a vírgula para conectar duas orações coordenadas com sujeitos diferentes. Por exemplo: “Rosana não gostava de sol, e sua irmã não gostava de chuva.” Aqui, temos duas orações com sujeitos distintos.

No entanto, se tivermos o mesmo sujeito nas duas orações, não usamos a vírgula:

“Rosana gostava de sol e de chuva” (aqui, só temos um sujeito da ação: Rosana).


2.     Quando o “e” indica oposição e contraste:

Se o “e” for utilizado com sentido adversativo (substituível por conjunções como “mas”, “porém”, “contudo”, etc.), usamos a vírgula.

Exemplo:

“Flávia estava muito cansada, e continuou trabalhando.”


3.     Quando o “e” sofre repetição no início de cada oração:

Nesse caso, o “e” é repetido como um recurso estilístico chamado de polissíndeto.

Exemplo:

“Naquela tarde, Mariana cantava, e dançava, e sorria.”


4.     Quando temos uma informação intercalada na frase:

Utilizamos a vírgula antes do “e” quando ele é precedido de uma intercalação. 


Lembre-se de que, em enumerações de elementos na oração, não usamos a vírgula antes do “e”. 



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